Profiel van Resquícios"OS GAUDÉRIOS SE ENCONTR...Foto'sWeblogLijstenMeer ![]() | Help |
|
11 mei O MTG EM POESIA NO PLANATO CENTRAL
VIGILÂNCIA SANITÁRIA EM POESIA
08 mei Ore; antes de sair de sua casaA oração da Vitória
Meu Deus no dia de hoje eu preciso da tua mão eu preciso da Tua direção, abençoa o meu dia de trabalho coloca a Tua mão em tudo que eu fizer, abra os meus olhos para que eu veja a solução de todos os meus problemas, abra meus olhos para que eu tenha a direção certa, a direção da vitória para que eu tenha sucesso em tudo que hoje eu fizer. Meu Deus me ajuda, meu Deus me dê forças eu preciso da Tua sabedoria da Tua inspiração, não me deixe errar, não me deixe tropeçar, não me deixe enganar não permita a minha cegueira espiritual, não permita a minha falta de visão, mas peço-te que me abra os olhos para que eu veja a minha vitória, para que eu veja os meus sonhos realizados, porque o Senhor está comigo e é maior que todos os meus problemas.
Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles. II Rs 6.16
Desde já eu te agradeço... Amém.
O homem fiel será cumulado de bênçãos... Pv. 28.20 ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
A oração da Vitória em Setembro
Meu Deus muitos são as minhas lutas, muitos são os meus problemas, tenho passado por momentos difíceis, mas sei que o Senhor é maior, que o Senhor é o Deus dos impossíveis. Meu Deus eu clamo pela minha independência, pela minha liberdade, não me deixe depender do homem, depender de remédios, depender de favores, depender de empréstimos, chega de humilhação, chega de sofrimento, chega de fracassos. Meu Deus eu confio em ti, na Tua poderosa Mão, pois a Tua Mão não está encolhida, mas sim estendida para a minha vida, O Senhor disse que os humilhados seriam exaltados, e disse que faria Justiça aos Teus escolhidos. Então, exalta a minha vida, faz justiça na minha família, peleja pela minha vitória e traz a minha independência total e completa.
Eu confio em Ti e no Teu Poder.
Desde já eu te agradeço meu Deus - Amém! ------------------------------------------------------------- Poesia para um amigo gaúcho
Poesia: Não é Sonho, existe a Estrela Kuhn Autoria: Paulo Moacir Ferreira Bambil O sonho descrito neste arauto. Traz o pedigree de Tupaciretã, E da família de origem Alemã. São Pedro - Embalou o “Guri”, Que nasceu à margem do Toropi. Cantiga de ninar era o minuano... Assim passaram-se alguns anos; Veio o trocadilho de sobressalto; De lá - Prosperou neste Planalto!
Gaudério e do queixo roxo, Nunca se achicou pro destino Convivendo com outros primos, Que ganharam novos nortes, Não tiveram a mesma sorte; Deste piazinho porqueira; Que já nasceu com estrela... Refletida no abismo do poço. O luminar desta é o endosso!
São Pedro do Sul é longe de Iraí Como era difícil mudar a cidade, Naquela época. - Em verdade. Inda mais quando se descobre, Que vivemos em família pobre. Temos a plena consciência; Da luta pela sobrevivência. E as coisas não param por aí. Porém, é tarde para desistir!
Güéra destemido e peleador. Aprendeu a lutar de facão, Sem perder peleia pra peão, Manuseava também a espada Mui respeitado pela gurizada. Conhecido pelas redondezas, Por sua agilidade e destreza. Se garantia num destorcedor, Ginete pacholento e sonhador!
E por falar nas gineteadas Cabe aqui, um parêntese, Em piá já mirava o oriente; Embora birrento, casmurro, Trocou a égua, por um burro, Bem vistoso, porém, redomão. O sarapico amansou o burrão. As paletas; do asno; furadas, Da espora com roseta travada!
Oigale-tê piá, bom de briga. E foi em uma dessas peleias... A coisa encrespou, ficou feia; E diante de tamanho tumulto, Não se achicou; aos insultos. Deixou a cara do outro em fatia, Tendo que se mandar a La cria; Abandonou tudo. A mãe e o pai. Serpeando a nado o rio Uruguai!
A procura de Palmitos, Caibi, Iporã, Encontrou Descanso; e Guaraciaba; São Miguel do Oeste ficou na estrada, Em São José do Cedro, o céu ta azul, Palma Sola, e a oeste Guarujá do Sul, Nessa peregrinação fugidia matreira Acrescento ainda Dionísio Cerqueira, E se; a minha memória não me trai... Trouxe alguns chibos do Paraguai!
Cresceu é natural... Virou homem. Chegada à hora de sentar praça; Brasileiro não pode negar a raça. A luminescência da estrela inicia, Ostentar a verde-oliva era loteria. E daqueles conscritos designados, Só dois deles, seriam aproveitados. No sorteamento, ainda faltava um, E a escolha foi: - Adão Ernani Kuhn!
Assentado no quartel em Santo Ângelo, Na Companhia Média de Manutenção, Ponto zero da ascendência do Alemão. Inscrito no curso de cabo mecânico; Adoeceu e faltoso; ficou em pânico. E no hospital em que era paciente, Foi convidado para o contingente. Assim daquele curso foi desligado; Transferido e no Hospital instalado!
Ali podia estudar e seguir carreira... Esquecendo a lenha e a serra fita; Ser sargento; é sonho que acredita. Concluiu o curso que pretendia; Porém, vaga que é bom não havia. Exímio datilógrafo, sem exagero; Cambiou-se para o Rio de Janeiro. Sem dinheiro, vivendo apertado... Pilas? Só da graduação de Soldado!
Esta viagem; foi uma eternidade. Agrura que se somou com outras; Aonde comer, e; trocar de roupa, Ao lado do forno do Maria-Fumaça? As fagulhas completam a desgraça. A farda em três dias ficou furada, E não tinha outra, pra ser trocada. Percorreu essas léguas num trem; Chega ao Rio, com poucos Vinténs!
Deus, quando escolhe alguém, Cumpre o propósito, e; é Fiel. Ao chegar lá no novo Quartel, Além de esforçado; é sortudo, Sem nunca parar os estudos; Vaticinando num dia profético, Disse: Um dia eu serei médico. O vestibulando, cumpre a sina, Passa com louvor; em medicina!
Tchê! Esta nova etapa foi dura. Agora nesta vivência moderna; Entre a faculdade e a caserna, Estudar, trabalhar e dar serviço, E; sem abandonar os cambichos. Conduziu muito bem estes luxos. Consolidando a fama do “Gaúcho”. Pinguanchas? Quase uma por mês; Até que levou um pealo da “Inez”!
O segundo sargento vira médico. Não queria deixar de ser milico. Sonhava grande, não era Chico. Para o Rio Grande queria voltar; Agora um oficial, médico-militar. Sustentando ousadias de ginete; Foi ser tenente, lá no Alegrete. De inhapa a Prendinha do Pealo; Foi ajoujada à vida do vassalo!
Ernani e Inez; resumos de história. Que orgulha a qualquer família; Cidadãos honoríficos em Brasília. Fiz nos versos um pequeno cenário, Para te desejar “Feliz Aniversário”. Teus amigos obtiveram privilégios, Que não se conquista em colégios. Tu sim; és “GAÚCHO” literalmente. Obrigado por ti estar junto à gente!
Poetizando gauchismosPELEANDO CONTRA O TEMPO - Paulo Moacir Ferreira Bambil Ao candeeiro faltou querosene Se ao menos sebo tivesse E quando isso até acontece Já quebraram as lamparinas Acenderam velas de parafina Poluindo bem mais o ambiente Sangas ainda que perenes Contaminam as mãos da gente E antes que alguém me condene Me dê uma solução diferente!
O importante não é a vasilha E sim o que tem dentro dela Se tu olhar através da janela De um galpão abandonado Sempre existirá um passado E imaginando uma noite fria Onde este serviu de abrigo Sem saber o que ali havia Certamente o catre antigo Nesse instante tem serventia!
Despojado de toda ciência Nos resquícios de antanho Reunindo tropilha e rebanho Sinto pulsar rude meu pampa O gaúcho em sua estampa Pára-rodeio na consciência Como um monge num retiro Vira guri sem experiência E se perde num longo suspiro Contemplando a querência!
Ao arrastar minhas chilenas Indo em direção ao rancho De repente me engancho Numa piola perto do dique Diz-que é o tal de joystick Pedi proteção ao Mecenas Para não perder o enfoque Passando os dedos na melena Lembrei-me do meu bodoque Veja! A evolução me condena!
Dentro do casarão tapera Ainda resiste a cristaleira Uma mesa de madeira Meio capenga das pernas Certeza não são modernas Porém, a tuia virou quirera Carcomida pelos cupins E num sonho de quimera Índios xirus e os curumins Espiava o reto virar Portela!
Eu não vou me entregar Não fui parido de susto Nas tarcas virei augusto Mas levei uns manotaços Da picana eu fiz compasso Batuteando o carretear Segurei firme a regera Sentindo o tempo rodar Madrugo e não vejo a boieira A tradição começa a agonizar!
Estou juntando fragmentos De um filme de atavismos Passam atos de heroísmos Adonde tauras valentes Série em epopéias ardentes Sem recuar um só momento Mantiveram acesa a chama Peleando através dos tempos Em cima de suas badanas Trançando os pensamentos!
Não quis amealhar mais nada Sentindo um aperto no peito Que fiquei meio sem jeito E quando volvi para trás Bueno! Era tarde demais O pampa todo virou estrada Não há flexilhas é só concreto Observo entreveros da peonada Dos doutores e dos analfabetos Eu! Desisto dessa empreitada! Poetizando costumes do gaúchoPoesia: Meu nobre lenço Colorado Autoria: Paulo Moacir Ferreira Bambil
Meu nobre lenço encarnado, De velho já cheira a picumã... Presente da minha irmã; Lá nas tarcas de setenta; Não sei como ainda agüenta, Tantos janeiros de trabalho, Com sol, vento chuva e orvalho!
Tu pra mim é uma relíquia; De grande valor sentimental; Gesto de carinho e amor fraternal. Por falta das tais patacas; Comprava as pilchas sem pressa. Porém, dentro da minha bruaca, Havia a falta dessa peça.
Certa feita ainda frangote, Fui convidado para um sarau. Na Primeira Querência do Rio Grande; velho São Nicolau. Para ser par de uma Prenda, Como eu não tinha o bendito Provocou-se uma contenda.
Comprei o resto da indumentária; Mais apertado que rato em guampa. Mas melhorei muito na estampa. E naquela noite de gala... Com o trinta cheio de bala, Ajoujado à Prendinha Laura, Dos outros... Eu era o mais Taura!
O vermelho não é por acaso... Tão pouco por desacato. Sou um índio Maragato; Colorado desde piazinho; Tapejara, sabedor do caminho. E pra ficar bem ratificado; Missioneiro e mal domado! Tu já estás todo furado... Do ferro e das cochonilhas; Mas é um símbolo Farroupilha, Escolhido com todo critério; Para proteger este Gaudério; É quase um amuleto da sorte; Em peleias, já me livrou da morte!
E ao te ver tão desbotado; Surrado como o Evangelho; Eu também; fiquei mais velho. O que se renova; na existência; É o sedimento de experiências; Transferida às novas gerações, Com saudosismos e emoções!
Numa carpeta de truco; Quando alguém envidava; Nas cartas se misturava; Sem perder a tua cor; Pois sempre testemunhava; A melhor de todas “FLÔR”. De “espadas”, sim senhor!
Meu cusco outro dia; Do lenço fez travesseiro; Me bombeando mui faceiro; Aprumado e no capricho, Devereda arrumou cambicho, Com a famosa “cadela baia” Oi-ga-le-tê! Isso é “rabo-de-saia”!
Ficaria proseando muitas horas... Meu velho lenço “colorado”. Só pra relatar nosso passado; Eis algumas das serventias: -Turbante; nos cabelos das gurias, -Lático; tamueiro; fez papel de tento. Juro! Tu jamais cairás no esquecimento!
Poetizando GauchismosPoesia: PAC – Programa de Atraso ao Campesino Autoria: Paulo Moacir Ferreira Bambil
Os incautos que se cuidem, Estamos num beco sem saída; Jamais teremos a guarida Do Patrão Velho bondoso O progresso é mui perigoso São contratos que iludem Deixando peões com tristeza Dá muita alegrias as empresas Mas no final do deslinde Só sobra o sangue no ringue!
Abichornado no meu canto Sorvendo o meu mate amargo De Patrão só tenho o encargo Tive que despedir a peonada Pra poder dar bóia à gurizada Só me restando o acalanto De minha paciente chinoca O molejo dela ainda provoca Como resistirei seu encanto? Não dá pra ter guri, no entanto!
O que será de um xirú pobre Que tira o sustento da terra? A evolução está nessa guerra Contrariando o matuto na roça Não há mais lugar pra carroça Ela transportava até os nobres Ficou esquecida junto ao galpão Sem animais para fazer a tração E antes que o aperto redobre Vou vender os ferros e o cobre!
Os cavalos comparsas e amigos Das domingueiras e carreiradas Com pêlos e as crinas cuidadas Sabiam puxar arados e gaiota Certo dia o progresso idiota Fazendo calejar mais o castigo É quase um bridão sem barbela Foi pra cidade e virou mortadela No cenário de pindaíba que vivo Estou pedindo ajuda a mendigos!
Os guaipecas tiveram mais sorte O destino deles foi menos infame Viraram xodó de alguma madame Bois? Há muito tempo nem falo O cochincho que era o meu galo Estão todos no corredor da morte E até um frangote, o mais novo Virou carne pra risoto no povo A destruição do campo esta forte Até penso em ganhar outro norte!
Ainda o que complica compadre Minha chinoca não pára as crias Há pouco me vieram duas gurias Para se ajuntar com os três piás Ainda tenho receio e é capaz De acordo com o dito do Padre Para mim ta de novo buchada Desse jeito, nem santo me ajuda Outra vida traz alegria é verdade Porém a falta de pila é maldade!
Fiz um chasque ao Presidente Bah! Tchê!, Eu mal sei escrever E queria muito compreender Esse Programa de Crescimento Será que eu sou um jumento; Ou o único qüéra descontente? Fico acabrunhado ao perguntar Por que só a cidade tem lugar? Ainda há muita coisa pendente Esqueceram de novo da gente?
Não queremos nada de graça Só o que pedimos meu Patrão É que acabe com essa exclusão Olhe para o Gaúcho no campo Capataz; uma coisa eu garanto Não vamos beber a tua cachaça Tiramos da terra nosso sustento Embora com todo contratempo Honramos a digna bombacha Seja na chuva ou sol que racha!
Qualquer indústria mercantil Confies; tem espaço no pampa Saiba; o progresso aqui se alavanca Sem precisar de muita gramática As famílias não são emblemáticas Trabalhadores sem serem servil Cidadãos herdeiros de Farrapos Defensores dos humildes e fracos Sinuelos da evolução agro-pastoril Nos pampas e em todo o Brasil!
“A indústria que enriquece os homens; é a mesma que extinguirá o futuro”
-Paulo Bambil- Poetizando Gauchismos
Paulo Moacir Ferreira Bambil
Índio parido da pampa Às margens do Uruguai Ficou logo sem mãe e pai, Mas isso não prescindia... Pois era a luz do dia, Que a natureza acalanta Protegendo do perigo.
Não conhecia inimigo. Tigre que não se espanta!
Adotado por padre Jesuíta; De idade desconhecida; Preparado assim para a vida, Lá em São Miguel Arcanjo. Cresceu e virou marmanjo; Numa bondade infinita. Qüera taura e valente. Exemplo aos descendentes E todos que na terra habita!
Nomeado corregedor; Do povo de São Miguel, Fundando lá o seu quartel; O supremo comandante. Deixou a redução confiante, Esse inteligente provedor, Com grandes objetivos. Tinha apreço aos nativos E não gostava de invasor!
Aprendeu todos os enredos, Na condução do povoado. Foi pelos padres educado, E em defesa da mãe terra, Sempre pronto para a guerra. Estrategista e sem medos, Na formação dos soldados. Lanceiros bem adestrados; Depositários dos segredos!
Centauro em cima do flete; Guardião da terra gaúcha; Telurismo que lhe puxa, Vigiando os Sete Povos; Ensinando aos mais novos, Como se compromete, Para preservar a natureza, Conservar dela a pureza. Parte que nos compete! Porém os dois reinados; De Portugal e Espanha, Do solo fizeram barganha. E toda pampa missioneira, Do litoral até a fronteira. Vazia sem os povoados. Trocada sem consentimento, Pela Colônia de Sacramento. Deixou o guerreiro revoltado!
Foi então que o índio Sepé, Cria de São Luiz Gonzaga. Convocou toda a indiada, Pra defender o torrão; Pois era parte desse chão. E na batalha de Caiboaté, Com denodo e galhardia; Terçou ferro nesse dia; Tombou! A alma ficou em pé!
Lavou a terra com sangue... Abraçando-a devagarzinho. Beijou ela com carinho. Não ganhou esse troféu; Mas bombeia ela, lá do céu. É o dono do Rio Grande. E desde pequeno curumim, Já galopava do Chuí ao Erexim. Deixe que o minuano te comande!
Hoje vejo índios sem terra, Perdidos nas periferias, Com a incerteza dos dias, Passando necessidades, Alienados das sociedades, Sem os rios matas e serra. Todos foram derrotados, Mesmo sem ter peleiado. “Nessa ímpia e injusta guerra”!
Cacique gaúcho; Rei sem trono; Não percas nunca a tua fé, Siga o catecismo de São Sepé. Alce perna em teus cavalos; Mostre a lança aos vassalos. Gerações estão no abandono. Tua arma? –É o teu idealismo. Grite! Alto e sem cinismo! “Esta Terra, ainda tem dono”! Poetizando GauchismosPoesia: Qualificando o Gaúcho Autoria: Paulo Moacir Ferreira Bambil
O gaucho é ser sentimental, Não pense que é insensivel, Embora não seja visível Campeia sempre o bem estar Felicidade em primeiro lugar Pois as coisas são relativas Absolutismo é sem assertiva É manotaço de um Bagual O efeito do coice é bem real Sobram respostas evasivas!
Existe no Sul afeto humano Evoluindo a qualquer qüéra Não se dá ô-de-casa em tapera Em se tratando de honestidade Talvez seja a maior qualidade Cultivada em todo galpão Numa roda de chimarrão Pelos maulas e soberanos Desde guri, já herdamos Usos e costumes da tradição!
Todo vivente tem um cérebro Usá-lo é que se torna difícil Pois pensamento é um míssil O potencial de longo Alcance Basta dar ao índio a chance De mostrar sua capacidade Os campeiros e os da cidade O brilho mental é célere E tu nunca desconsideres A faixa etária da idade!
Existem sofrimentos sérios Que não podemos fugir Porém, costumamos fingir Que estes doem tanto Pois se não, perde o encanto Da procura dessa causa Se tu precisares de pausa Para continuar na matéria Descanse tire umas férias Deixe um hiato na cláusula!
Nunca negue um sorriso Ainda mais se for criança Se convide para a dança E ao sorrir não seja falso Creia que nesse encalço Tu demonstras atitude De coragem, e, não mude Salvo melhor juízo Estarás no paraíso Um taura nunca se ilude!
Boa conduta é significativa Nunca perca este rumo Mantenha-se no prumo Somos cheios de defeitos Jamais seremos perfeitos O Homem de maior luz Morreu pregado na cruz Barco que fica a deriva É por de iniciativa Do timoneiro que conduz!
Sucesso de vida e futuro Vai depender tu mesmo Aquele que fala a esmo Nunca terá ressonância É perfume sem fragrância Mas pode produzir coceira Também o que não cheira O Gaudério do pêlo duro Não fica em cima do muro Ou encerrado em mangueira!
Quanto Maior a privação Mais experiência tu terás Cada problema nos traz Boa eficácia no combate É só tomar alguns mates Que a idéia fica mais clara Isto tudo só se compara Com a paz vinda do coração Efeito salutar do chimarrão Erva daninha – Vira coivara! Poetizando Gauchismos
Poesia: Pra não se contaminar Autoria: Paulo Moacir Ferreira Bambil
Um missioneiro chama atenção! Da valoração da cultura regional, Estamos trocando costume local. Que deve ser mantido a todo custo, Pra depois não nos dar susto. Vamos deixar de lado a importação Alienígenas culturas de outra Região Devemos abominar até as entranhas. Nas cidades e na campanha; é o Nativismo ao derredor do fogão!
As musicas, poesias e romances, Nacionais e regionais com raízes; Podemos nos tornar aprendizes. Com nossa honradez peculiar Somos obrigados a detestar Contraculturas de desmanche As quais hoje é uma avalanche Que nos deixam horrorizados Esse tal de mundo globalizado Leva meus piás ao "Free Lance"!
Concito-o a conhecer ancestrais Espanhóis, Italianos, Portugueses, Alemães, Russos e Poloneses. Também a nativa cultura latina Homens guerreiros que fascina Pela ousadia domavam animais E pela valentia as tribos rivais Tenacidade forjada em cadinho Temperando bravura e carinho, Peleando; entregar-se jamais!
Deixe tua alma falar um bocado; É assim que se prepara o futuro Pra deixar o Rio Grande seguro Agüentando a qualquer repuxo Não deixe morrer o "Gaucho" Com calma sem ser afobado, Vamos transmitir os legados! Não faça os guris de capacho Querendo empurrar goela abaixo! Tradição e culturas de passados.
As poesias e ate as canções Estão se perdendo no tempo Célere e a todo o momenta Não deixe os vestígios locais Se esvaírem nos mananciais Saiba causar boas impressões... Traga a gurizada aos "galpões" Abra a porteira pros grumetes Depois sim, coloquem no "brete" Pra que sigam nossas tradições!
Patronagern de boa cepa Nos CTGs sao bem vindos Dando boas novas ao piazedo Estes estão reproduzindo Bons frutos no arvoredo Selecionando seiva pro mate Firmezito que nem mascate Tangendo os bois da carreta Sem deixar para os sotretas Alma vitoriosa nesse embate.
Cerrando varas da mangueira Parabenizo aos Patrões Condutores dos "Galpões" Que mantém nossa cultura Viva... E sempre a altura De galhardos "Farroupilhas" Nos entreveros em coxilhas Que carrearam nessa esteira Os costumes e boas maneiras O cambão arrasta tudo, se tiver a cavilha! |
|
|