Resquícios's profile"OS GAUDÉRIOS SE ENCONTR...PhotosBlogListsMore Tools Help

Blog


    August 27

    Ecossistema-SOS aos Farroupilhas

    Poesia: Ecossistema - SOS aos Farroupilhas
    Autoria: Paulo Moacir Ferreira Bambil
     
    Meu verso não é pra tolo
    Que se acha evoluído
    Sou mesmo meio atrevido
    Fazendo minhas poesias
    Para os Joãos e Marias
    Estes sim são eruditos
    Embora estejam solitos
    Restando-lhes o consolo
    De fazerem parte do bolo
    É o enfeite mais bonito!
     
    Frágil ecossistema agrura
    Nos pequeninos banhados
    Estão ficando destroçados
    Estes berços importantes
    O destino não lhes garante!
    Existência muito longa...
    Neste choro de Milonga...
    Com o pé na sepultura
    Assolados pela orizicultura
    Não acompanha a demanda.
     
    Vida lacustre e campesina
    Do Erechim a Patagônia
    Perdia só para a Amazônia
    Já se vão duzentos anos
    Destruídas pelos colonos
    Digo em poema pra ti
    Primeiro morto foi Gravataí
    Seguido por Santa Catarina
    Na crueldade da chacina
    Que ocorreu por aqui...
     
    Eles não mermaram solito
    Banhados de boa forja
    Entre Itaqui e São Borja
    Conhecido por São Donato
    Engrossou este relato
    Upamaroti em Dom Pedrito
    E São Gabriel ficou ralito
    Inhatinhum resta só caco
    Sofrendo nesse mau trato
    Sumiu tudo estamos frito.
     
    Há pedaços do Taim e,
    Santa Vitória do Palmar
    O assoreamento, afinal,
    É um fato da natureza
    Mas o homem com certeza
    Arrancando junco e capim
    Está decretando o fim...
    Com sua ação predadora
    Ao invés de ser protetora
    E a coisa vai indo assim.
     
    Não soluciono o problema
    Mas continuo empenhado
    Até o Ratão do banhado...
    Jacaré-do-papo-amarelo,
    Lontras, perderam o castelo,
    Capivara e outros roedores...
    População destruída a tratores
    É os sem teto do ecossistema
    Isto não se traduz em poema
    É a tragédia aos moradores.
     

    A cadeia alimentar e da vida

    Na terra, água e até no ar 

    Com o tempo vai se findar

    Pois uns dependem dos outros

    Não se salva nem os potros

    Tudo está enrolado em falácia

    As algas e caramujo Pomácea

    Quase acabados a inseticida

    Tornando os mariscos suicidas

    Ao ingerir droga dessa farmácia

     

    E por falar em vida aérea...

    Cadê a nossa Coscoroba?

    Não pousam mais nas perobas

    E o Cisne-do-pescoço-preto?

    Não engrossa mais o coreto

    Estes não sumiram sozinho

    Ali já não fazem seus ninhos

    Nem quando estão de férias

    Todos estão passando miséria

    Quiçá! Os outros Passarinhos.

     

    O papel do meu Rio Grande

    Na sinfonia da vida em guerra

    A natureza nos deu a terra...

    Pra nos fazer o costado

    Então vamos cuidar o banhado

    Podemos outros construir

    Para que possamos contribuir

    Nem precisa que nos mande

    Pra chimarrear com matambre

    Preparando um justo porvir!

     

    No Sul é o encontro de aves

    Vindas até da Groenlândia

    Visitas vestidas de mandria

    Influenciadas pelas águas

    Passeiam em nossas plagas

    Sem lugar pra fazer festas

    Quase não há mais floretas

    Nesse encontro de comadres

    De casamentos sem padres

    Mas as uniões são corretas.

     

    Matas exterminadas lentamente

    Num fenômeno sem quântica

    Esvaiu-se a Mata Atlântica

    Ações de estranha perfídia

    Acaba-se a casa de orquídeas

    Beleza que atrai os insetos

    Estes condutores seletos

    De polens e até sementes

    Trabalham incansavelmente

    Sem precisar de decretos.

     

    Paraísos Ecológicos do Sul

    Ninguém quer que tenha fim

    Maravilhas como o Taim,

    Por favor, não nos deixe!

    Turvo e Lagoa do Peixe,

    Aparados da Serra e Aracuri

    Muitos outros, que não vi

    De baixo deste céu azul

    É o meu Rio Grande do Sul

    Pois a vida começa aqui.

     

    Não falei em aquecimento

    Nem na camada de Ozônio

    Por estes serem binômios

    Já bem sabido do povo

    O sol entra meio raivoso

    Nesses furos de peneira

    E vai derretendo as geleiras

    Sem muito constrangimento

    Criando Tsunamis violentos

    E outras tantas porqueiras.

     

    É Deus que começou a cobrar

    O aluguel do planeta

    Deixando muito sotreta

    Com as barbas de molho

    Pois Ele esta de olho

    Observando com espanto

    Estragos no Pago Santo

    Com essa poluição do ar

    Os que respiram vão acabar

    E o mundo perderá o encanto.

     

    - Poesia Classificada em 2º lugar, no XV FEGARP

     Festival de Arte e Tradição Gaúcha Realizada na Cidade de Jataí-GO. 

    - No Centro de Tradições Querência Goiana de Jataí. No dia 21 de julho de 2007.

    - Concurso de Poesia Inédita – Tema: O Ecossistema e o Tradicionalismo Gaúcho.

    - Promoção da Federação Tradicionalista Gaúcha do Planalto Central–FTGPC.